O Projeto Cultural de Escola, neste ano decidiu ter como tema principal “Multiplicar a Liberdade Construir a Democracia”.
Este projeto tem como principais objetivos; Melhorar o acesso às artes da comunidade educativa, em especial os alunos, incentivando-os assim, a uma participação, fruição e criação, uma lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.
O PCE está integrado no Plano Nacional das Artes.
Este projeto quer incentivar e promover o compromisso cultural nas comunidades e organizações, assim como desenvolver redes de cooperação e parcerias com instituições públicas e privadas.
O PNA contém três princípios estratégicos que se enquadram no “Eixo C. Educação e Acesso”, no programa “Indisciplinar a Escola”, para o desenvolvimento de projetos culturais nas escolas. Visa usar o poder criativo e indisciplinador da arte com base no paradigma do distanciamento e da alienação que se sente, facilitando o acesso às artes a toda a comunidade educacional, incentivando a participação ativa e diferente. As tradições e a memória cultural coletiva devem ser recuperadas na comunidade, aproximando-os da escola e do que queremos ensinar.
O PCE, pretende reavivar as tradições orais combatendo o analfabetismo cultural e abrindo as suas portas, promover o gosto pela leitura e pelas artes como fatores de inclusão, para perpetuar a identidade e o espírito da comunidade.
Com isso em mente, desenhou-se este projeto para abordar os problemas identificados.
O PCE adapta-se ao contexto local, social e cultural em que se insere a escola.
No dia 10 de abril a escola através deste projeto realizou a primeira ação “Encontros com a Memória – não podias ”antes do 25 de abril, cujo objetivo era promover uma interação intergeracional entre os frequentadores dos vários espaços de convívio, pertencentes a Castainço, Arcas, Penela da Beira e Antas, e os alunos dos 7º anos, turma A e B.
Esta ação decorreu conforme o planeado, tendo sido visionado um filme elaborado pelos idosos, seguido de um debate sobre o tema em questão, e posteriormente de uma leitura orientada de alguns pequenos trechos de textos e alguns poemas abordando o tema trabalhado.
O grupo visitou alguns espaços da escola e construíram em conjunto um cravo gigante com post-its vermelhos e verdes, com palavras ou frases alusivas às comemorações dos 50 anos de liberdade.
No dia 12 de abril, os alunos do 3º ciclo deslocaram-se ao Cine-fórum para verem a peça de teatro “Contar e Cantar abril”, os atores pertencem à companhia Filandorra.
A avaliação feita, pelos espectadores/alunos/professores foi de que gostaram muito da forma como este tema foi abordado pelos atores, assim como a música e os cenários elaborados.
No auditório da escola no dia 23 de abril em conjuntos com os colegas pertencentes ao Plano do Cinema, foi projetado o filme ”Os Capitães de Abril” sendo comentadas as cenas mais marcantes por um antigo professor, Orlando Timóteo, que em 1974 estava a prestar serviço militar num quartel de lamego, dando assim um testemunho mais pessoal dos factos ocorridos nesta revolução. Os alunos e os professores presentes gostaram muito desta dinâmica criada.
Foi uma forma diferente de assistir ao filme projetado, dando a possibilidade de todos os espectadores poderem questionar ou esclarecer dúvidas sobre as imagens que estavam a ver.
Desta forma considera-se que esta ação foi de grande importância para os alunos e professores ficarem muito mais informados e esclarecidos de como foram programados todos os passos importantes para que a revolução dos “cravos” tivesse um final “feliz”!
No dia 24 de abril, alunos frequentadores do Atelier de Música dos 5º e 6ºs anos tocaram músicas de Zeca Afonso, tendo iniciado a atuação no átrio e depois terem “marchado” a cantar Grândola Vila Morena até a sala dos alunos, onde cantaram mais duas músicas do mesmo cantor.
Os alunos “cantores” no final da ação referiram que tinham gostado da mesma e que estavam muitos alegres e felizes por poderem demonstrar o seu trabalho ao “vivo” para os seus colegas e restante comunidade escolar.
Todas estas ações foram planificadas tendo em atenção a consciencialização e aquisição de novas formas do conhecimento através de várias formas de Arte sobre os acontecimentos da revolução dos cravos.
Edite Costa e Eliana Castro









